Quase uma Jornalista...

1.5.07

Negra Livre

"Sou negra livre
Negra livre
Cheguei aqui a pé.

Para desnudar
Para derreter
Para descolar
Pra viver

Para deslizar
Para devolver
Para desbocar
Pra doer

Para desamar
Para adormecer
Para desfilar
Pra vencer!"

20.4.07

Rotina

5:30
Acordo.
Tomo banho.
Visto a roupa.
Saio de casa.
Vou para o ponto.
60 minutos babando no ônibus (1º)
Pego outro ônibus (2º)
Mais 20 minutos.
Pego outro ônibus (3º)
Mais 15 minutos.
Trabalho.
Passo o horário de almoço no site da Catho.
Trabalho.
Como qualquer besteira no meio da tarde.
17:00
10 minutos no ônibus até o Terminal Santo Amaro (4º)
70 minutos dentro do ônibus até o metrô Santa Cruz (5º)
R$1,20 na baldiação.
10 minutos até o metrô Saúde. (6º)
Fila no ponto.
60 minutos no ônibus até a faculdade. (7º)
Aula até às 22:55.
Corrida até o ponto.
10 minutos dentro do ônibus (8º)
Espero
20 minutos dentro do outro ônibus (9º)
Chego em casa.
Tomo banho.
Visto o pijama.
Vejo meus e-mails, Orkut e fotolog.
Assisto um pouco de TV.
1:00
Durmo.

31.3.07

Minha amante Esperança

"Em plena juventude ela tentou se matar. Despertando no hospital deparou com uma enfermeira que a interpelou:
- Mas por quê, por quê?
Ela respondeu, sucinta, lúcida, plena de sua própria dor:
- Sem esperança.
Todos conhecemos esses dias sem horizonte à vista. A experiência nos ensina que eles passam, a não ser que estejamos doentes ou sejamos ferrenhos pessimistas por natureza ou formação.
Ser mais ou menos otimista depende de criação, ambiente familiar, disposição genética (ah, a genética da alma...), situações do momento. Claro que ter confiança quando se está contente é fácil.
Mas não somos só nossa circunstância, somos também nossa essência.
O grande pessimista colhe todas as notícias ruins do jornal e manda aos amigos cada manhã; acha que o ser humano não presta mesmo, o mundo é mero palco de guerras e corrupção. O excessivamente otimista acha que a realidade é a das telenovelas e dos sonhos adolescentes, das modas, das revistas, da praia, do clube. O sensato (não o sem graça, não o chato) sabe que o seu humano não é grande coisa, mas gosta dele; que a vida é luta, mas quer vivê-la bem; que existem - além de injustiça, traição e sofrimento - beleza e afetos e momentos de esplendor. Que se pode confiar sem ser a toda hora traído por quem se ama.
(...)
Para viver qualquer fase com alegria, viver com elegância e vitalidade, é preciso acreditar que vale a pena. Que existem modos de ser feliz, mais feliz, e podemos persegui-los. Mas essa não é uma caça aos tesouros comprados com dinheiro: é uma perseguição interna, a dos nossos valores, do novo valor, das nossas crenças e do nosso real desejo.
Quero, preciso, ter esse corpo, essa sexualidade, esses objetos de consumo que os outros exigem de mim - ou fico mais contente sendo como sou, saboreando o que eu posso adquirir e programando o que posso transformar?
Para decidir isso devíamos abrir em nosso cotidiano um espalo de recolhimento, observação, auto-observação. É preciso o silêncio ativo de quem pensa." - Lya Luft.

trecho do livro Perdas & Ganhos

29.3.07

Leitura como castigo

Essa semana comecei a ler Do golpe ao Planalto de Ricardo Kotscho como "punição" por ter ficado de DP em atividades complementares.
Quando o prof. comentou que faríamos uma prova baseada nesse livro eu detestei a idéia. Achei que se tratava de um livro sobre política e afins, assunto que eu, particulamente, não sou muito fã. Ledo engano.
A obra relata os 40 anos de profissão do jornalista Ricardo Kotscho e fala sim, de política, mas de forma leve e inteligível.
No primeiro dia já devorei 57 páginas, e quando terminar volto aqui pra comentar se é recomendável ou não.

Aliás, a quem interesse:

JORNALISMO INVESTIGATIVO
com Caco Barcellos e Ricardo Kotscho

Das 11:00h às 13:00h:
"Reportagem: A investigação no jornalismo"
Profº Caco Barcellos ( Nasceu em Porto Alegre, onde iniciou sua carreira jornalística na Folha da Manhã. Durante a Ditadura Militar, trabalhou em veículos da imprensa alternativa.Tem quase trinta anos de profissão com passagens pelas revistas Repórter, IstoÉ e Veja. Cobriu guerras, catástrofes naturais, guerrilhas e se dedicou a grandes reportagens investigativas. Trabalha desde 1985 na Rede Globo.)

Das 14:00h às 16:00h:
"Reportagem no jornalismo impresso"
Profº Ricardo Kotscho ( Jornalista há 40 anos, já trabalhou em quase todos os grandes veículos de mídia do país: Estadão, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, IstoÉ, SBT, entre muitos outros. Recebeu quatro Prêmios Esso de jornalismo, foi assessor de imprensa em três das quatro candidaturas do hoje presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e chegou ao Palácio do Planalto em 2002. É autor de 15 livros, o mais recente é "do golpe ao planalto - uma vida de repórter", editado pela companhia das letras. Hoje, tem uma coluna no site No Mínimo, é editor de conteúdo do projeto Globo Universidade, da TV Globo, é um dos editores da revista "Brasileiros" que será lançada em breve e divulga sua recém lançada auto-biografia.)

Quando: dia 14/04
Onde: Editora Bregantini - Pça Santo Agostinho, 70 - 10º andar - Paraíso
Mais informações: (11) 3385.3385
www.revistacult.com.br

10.3.07

Atualizando...

Ou reclamamos por não ter assunto pra postar aqui; ou reclamamos por ter coisas demais acontecendo e não sobra tempo pra atualizar.

Ok, vamos lá...

A minha vida está uma correria só. Em Dezembro o departamento mudou para Sto. Amaro (misericórdia, que lugar feio!!) e agora dependo de 9 ônibus, isso mesmo, 9 ÔNIBUS no transporte casa / trabalho / faculdade / casa, e o cansaço tem sido meu companheiro todos os dias.
Alguém consegue imaginar o que é pegar um ônibus no Terminal Sto. Amaro no calor que tem feito nos últimos dias?

No trabalho a minha mudança de setor não vai mais rolar, e isso só favoreceu a minha saída. Já estava procurando outras oportunidades e agora tenho feito com mais determinação, principalmente pra encontrar algo na minha área.

A faculdade estava ótima!

O coração permanece vazio, mas um "recordar é viver" aconteceu nos últimos dias e tive a certeza que ainda estou viva, e bem viva, nesse sentido.

Já dizia Walter Franco "Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo."

Vamos em frente...

18.2.07

Quanto tempo...

Aderi ao movimento Peace and Love. Nada de stress, irritações gratuitas e crises de mau humor.
Aliás, há meses eu não tenho uma crise de mau humor daquelas que você quer explodir o mundo, e olha que isso era praticamente rotina na minha vida. Trânsito, provocações no trabalho, galera bagunceira na faculdade, falta de grana, ter que acordar cedo, tudo era motivo (inclusive meus apelidos variavam entre Seu Saraiva, Mutley e Garota Enxaqueca).
O interessante é ver como as pessoas perceberam essa mudança, e mesmo que em algumas isso até provoque certa irritação, eu quero mais é dar risada. Os elogios e comentários positivos já valem a pena.
E não pensem que eu levo o dia sorrindo e depois descarrego o stress dando murro na parede, muito pelo contrário... afinal de contas os problemas não deixarão de existir com medo da minha cara feia, o negócio é encarar, gritar "tô loka" e ir em frente, mantendo a classe sempre.
É isso.

6.1.07

Resolutions 2007

Olhando os arquivos achei as Resolutions 2006 e vi que 80% delas não foram cumpridas, portanto, serão mantidas em 2007. Esse ano será dedicado, literalmente, a correr atrás do prejuízo: financeiro, profissional e pessoal. Principalmente pessoal.

No profissional as coisas já começaram a andar: na terça conversei com a minha coordenadora e me candidatei a trabalhar na nova área criada dentro do meu departamento, no mesmo dia minha diretora já ficou sabendo e na quinta foi divulgado, quase que oficialmente, a minha mudança.

No quesito vida pessoal estão inclusos reatar laços de amizade que estava um pouco esquecidos, manter os atuais e criar mais e mais novos, além de outras coisas...

Quero acertar minha vida financeira e então correr atrás de um estágio na minha área, mas isso está previsto lá pro 2º semestre.

E é óbvio: quero - e tenho por direito - viver um grande amor. Não precisa ser um amor pra vida toda, mas que seja intenso enquanto rolar...

É isso, que venha o novo ano!